sábado, 20 de abril de 2013
Testemunho parte 1
Acho que já contei isso aqui, mais hoje estou mais disposta a contar com
melhores detalhes para quem se encontra na mesma situação que eu estive e
está desmotivado(a) achando que a maternidade ou paternidade é um sonho impossível.
Começa assim:
Me casei muito nova, com 15 anos fui morar com meu noivo.
Graças a Deus ele sempre foi responsável e muito bom para mim.
Por sermos evangélicos, sabiamos que era errado o que estavamos fazendo, mas como eu era
menor meu pai disse que não assinaria, tive que esperar a maior idade para casar no civil.
Logo, quando fiz 17 anos comecei a desejar muito ser mãe, tá sei que era jovem e não estava
preparada, mas Deus sabia disso, por isso ele é tão maravilhoso...
Começamos a tentar achando que no mês seguinte teriamos a boa noticia. Mas os meses foram
se passando e nada acontecia... Comecei a ficar triste e achar que nunca seria mãe.
Corri para ginecologista, fiz todos os exames e nada de mais, meu marido fez exames e também
tudo normal, então por que eu não egravidava? me perguntava isso todos os dias, chorava sempre
que estava sozinha, o que era quase 90% do meu dia.
Então depois de quase um ano tentando... consegui!
Mas minha vida não estava nos caminhos do pai, eu bebia ia para farras com amigos e ainda arrastava
meu marido, que sempre foi evangélico mas estava sendo corrompido por mim...
Fiquei muito feliz e com 7 semanas fiz a primeira ultrassom, foi a melhor coisa da minha vida!
Eu estava ali, deitada, com meu marido segurando minha mão e quando ouvi aquele coração pela
primeira vez foi a sensação mais maravilhosa de todos os tempos!
Mas... nos dia seguinte comecei com um discreto sangramento e fui logo para emergência de uma grande
maternidade aqui perto, primeiro toque no plantão da noite a médica disse que o colo do meu útero
estava fechado e pediu uma ultra de urgência no dia seguinte fiz a ultra e foi constatado que o coração
havia parado com 7 semanas, ou seja, no mesmo dia em que ouvi o coração do bebê ele parou.
Então na emergencia, no plantão doa dia levei outro toque, e a médica disse a mesma coisa e pediu outra
ultra, pois o colo do útero continuava fechado, beleza, fiz outra ultra de urgência no mesmo dia, detalhe que
essas ultras eram transvaginais (a mulherada sabe que é incomodo né), voltando no médico de outro plantão
levei mais um toque e a médica finalmente diagnosticou um aborto espontâneo!
Meu cpração se partiu em um milhão de pedaços! pois até então eu tinha esperança né, mas infelizmente ou
felizmente... perdi aquele bebê. O pior da história é que além de tudo foi um aborto retido, meu utero não expulsava
o feto de maneira nenhuma. Fui para casa, quase 5 dias depois e nada do feto sair normalmente, voltei ao
hospital e queriam me internar, me coloca para ter contrações como se fosse ganhar o bebê para poder expulsa-lo
de mim! ou fazer a curetagem a moda antiga, que na verdade é uma raspagem do útero, meu marido negou na
hora, eu só tinha 17 anos e ele não queria me ver sofrer mais. Ele resolveu me levar em outro plantão, os funcionários
do hospital já estavam com pena de mim, pois eu ia 2 vezes por dia durante quase uma semana e nada se resolvia!
Finalmente na ultima tentativa, a médica deu o número de um médico que era obstetra e já não fazia mais partos e sim
exames ginecologicos do tipo VIDEOHISTEROSCOPIA e a curetagem mais invez de raspar ela sugava, era menos agressiva.
Fomos até o consultório, fiz o risco sirúrgico e no outro dia cedo me internei.
(continua....)
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